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Eu assumo

Abril 5, 2008

eu abandonei este blog mesmo. e digo mais: abandonei porque não estava curtindo mais. haha! sim, o meu único e preferido é o coluna da lú, portanto, se vc quer ler sobre a minha viagem, dá um pulo lá!

www.colunadalu2.zip.net

sem mais.

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Show do MIKA em Vancouver!

Março 2, 2008

Demorou, mas chegou. Finalmente, o post sobre o show do Mika em Vancouver, que aconteceu no último dia 15 de fevereiro, está no ar. Mas não aqui neste blog, e sim no meu outro. Pra quem quiser ver, é só clicar:

 www.colunadalu2.zip.net

 Sabe como é, eu não posso abandonar um filho só porque fiz outro, né? hehehe!

Mas só pra já sentirem um gostinho…

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até aqui!

Março 1, 2008

A cena foi a seguinte: estava eu, o suiço que mora aqui, e a hostmother jantando e assistindo tv. O programa que estava passando era um do tipo TV Fama (aliás, certeza que a Rede TV! copiou pelo menos o cenário, porque é idêntico!), quando, de repente, a chamada: “repórter brasileiro incomoda Britney Spears e é xingado pela cantora”. Nisso, nós três olhamos para a tv e, olha só, um cara de peruca rosa pulava e gritava do lado da Britney. Quem era? O Vesgo, é claro. Eu comecei a rir, e o suiço fez o único comentário sobre o assunto…

“esses brasileiros…só podia ser!”

 (mas eu duvido que um suíço teria a pinta de fazer isso! :P )

HAHAHAHAHAHAHA!

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Uma semana que valeu como um mês

Fevereiro 20, 2008

Nossa, não sei nem por onde começar. Eu sei, prometi um post sobre outro assunto, mas ah, as coisas que aconteceram na semana passada não podem passar em branco pelo blog.

Tudo começou na segunda-feira. Ou melhor, eu comecei a me dar conta das coisas na segunda-feira. Como meu hostfather havia viajado pra Toronto, na casa só ficou eu, as canadenses e a hostmother. E putz, ela virou uma bruxa! Perguntei a ela porque a internet não estava funcionando, e recebi uma resposta super estúpida. Fora que ela começou a falar horrores sobre o Brasil, do tipo “vocês só têm pobreza, vocês abusam dos pobres”, e muito mais….Tá, foi aí que me enchi o saco daquela casa. Pô, a mulher me fazia de empregada. O jantar era horário sagrado – se eu quisesse sair com o pessoal por downtown, teria que voltar para casa antes das 19h, e meu, o que eu vou conseguir fazer das 16h às 19h? Nada! Depois do jantar, tínhamos que lavar todas as panelas que a mulher sujou, e tipo, se eu tinha que estudar ou fazer alguma coisa importante, azar o meu. Tinha que lavar as louças e a cozinha, sim. Eu nem me importava muito com isso, mas poxa, nenhum dos meus amigos tinha que fazer essas coisas em casa. Viviam super em liberdade, e eu lá, tendo que voltar pra casa cedo. Foi aí que decidi mudar. Cheguei na escola no dia seguinte e falei com as pessoas que poderiam me ajudar. Expliquei tudinho e, como procedimento, teria que levar um papel para minha hostmother assinar, dizendo estar ciente que eu iria sair da casa dela. Puta situação chata. Eu já estava morrendo de bode dela, e me dava medo só de pensar no que ela poderia fazer, se iria me tratar mal ou não. Enfim, esperei ela acordar no dia seguinte, e entreguei o papel. Detalhe que eu já tinha feito minhas malas!

Eu já tinha recebido orientações da escola, dizendo que era melhor eu não falar que estava indo embora porque não gosto dela e da casa. Então a desculpa que arranjei foi dizer que minha família brasileira preferia que eu morasse numa homestay de judeus - o que não era verdade, mas também tive problemas com religião naquela casa… -. Quando entreguei o papel e disse isso, a mulher virou uma fera. “O que uma jewish family vai fazer por você? Porque uma família cristã não é suficiente?” Eu dizia que não sabia, mas que minha mãe estava pedindo muito pra eu mudar. Então ela falou “eu não vou assinar esse papel, e você não vai sair da minha casa pelos próximos 15 dias!!!!!” Assim, gritando. Eu, desesperada, falei que se ela não assinasse, a escola não poderia procurar uma nova família pra mim, e ela respondeu “não posso fazer nada. Assinar esse papel eu não vou”. Noossa…eu saí de casa totalmente perturbada. Acho até que passei o caminho todo falando sozinha, de tão nervosa que eu tava. Foi horrível. Cheguei na escola, e as pessoas já estavam sabendo do ocorrido (nessas horas eu amo a globalização, tá? haha) e já haviam descolado uma casa pra eu morar. Agora iria sair de Burnaby para West Vancouver. A mulher lá da escola ligou para a louca da minha hostmother, ela continuou a gritar e eles ligaram o foda-se: não ia precisar mais da droga do papel, e eu ia me mudar naquele dia mesmo. Depois da aula, chamei o Victor (um amigo do orkut que agora virou host brother! haha) e fomos pegar minhas coisas na casa daquela besta. Detalhe: a Renata, representante brasileira da escola também foi comigo. Tá louco que eu ia chegar lá desacompanhada, né? Vai que a mulher se escondesse com uma faca atrás da porta! hahahaha! Chegamos lá, peguei minhas coisas e me mandei pra nova homestay.

O Victor me acompanhou até lá, e ele viu: o banheiro da casa era a coisa mais podre do universo. Pior que hotel de estrada. E ainda teria que dividí-lo com um chinês e um koreano – fora o fato de compartilhar um banheiro horroroso com dois meninos, ainda temos que levam em consideração que esses asiáticos são piores que meninas para se arrumar. Os caras fazem chapinha e ficam altas horas arrumando o penteado. Sem chances, né? Fiquei super mal. Ainda mais quando fui deitar e descobri que conseguia escutar TUDO que o koreano fazia no quarto ao lado (imaginem do quê eu estou falando…)

A noite de quarta para quinta foi em claro. Dormi umas 3 horas só, e no outro dia cheguei na escola parecendo um zumbi. Sério! As pessoas passavam por mim, ficavam olhando e algumas até criavam coragem para perguntar “por que você está chorando?” sendo que eu não estava…Pra ter uma noção, a fofa da minha professora de conversação (agora ex) até me liberou da aula…Eu estava um caos, literalmente. E no dia seguinte ainda tinha show do Mika! Como eu ia conseguir ficar acordada? haha! Enfim, eu estava muito mal, mesmo. Quando estou cansada, fico esgotada. Não consigo nem pensar, aliás, a única coisa que passava pela minha cabeça era: “por que isso está acontecendo comigoo, meu D’us???”

Minha esperança era a homestay do Victor, que pelo que ele falava, era perfeita. O problema era que ele não estuda na mesma escola que eu, e a hostmother dele só recebe estudantes daquela escola. Ele falou com ela, ela topou, e disse que só precisava falar com a escola. Peguei o tel, repassei para a responsável pelas homestays da escola, e era só aguardar.

No final do dia, a tão aguardada resposta chegou: poderia me mudar para a tal casa! Mas só no domingo, porque eles iam pintar o meu futuro quarto. Beleza, nada mais era problema! De quinta para sexta eu consegui dormir. Aliás, eu PRECISAVA dormir, uma vez que no dia seguinte teria prova de gramática e o mais importante: show do Mika!!!!

O dia comecou bem. Passei de nível, e o show foi A COISA MAIS PERFEITA DO UNIVERSO!!!!!! LINDO, LINDO, LINDO!!!! ( post especial sobre o show em breve. E dessa vez eu prometo: em breve, mesmo!)

Ainda em estado de choque por causa da perfeição que havia visto há poucos minutos, voltei para aquela casa provisória. Cheguei lá por volta das 11 e pouco da noite, mas a adrenalina era tanta, que só dormi 1 e pouco da manhã. O despertador estava preparado para tocar às 9:30, pra me encontrar com o Victor, mas eis que….

Às 8 da manhã, a mulher abre minha porta com tudo, acende a luz, chega perto de mim e começa a me cutucar que nem uma louca. A mulher da escola havia ligado para ela na sexta-feira e avisado que eu sairia de lá. “Luiza!!!! Você vai se mudar hoje??” E eu, nem acreditando no que estava acontecendo, respondi “não, só amanhã.” E a louca: “Não! Você vai sair daqui hoje. Arruma suas coisas agora. Você tem que sair até às 10h, porque outra estudante vai chegar e vai dormir aqui no seu quarto”. Legal, eu pensei. Estava sendo expulsa, em plena manhã – ou melhor, 8h de sábado ainda é madrugada, não? Nada mais poderia acontecer comigo. E o pior era: eu não teria onde dormir aquela noite. Só poderia mudar para a casa do Victor no domingo. Onde eu ia parar??

Chamei um taxi e saí praticamente como uma fugitiva da casa daquela mulher ( pelo menos ela se ferrou, porque na segunda feira viu que não tinha o direito de fazer isso comigo. Idiota!). Cheguei na casa do Victor, deixei minhas coisas lá e saímos para fazer hora. A hostmother dele não estava em casa, e só ela poderia dizer se deixava ou não eu me acomodar um dia antes em sua casa. Andamos por Vancouver inteira, até conseguirmos falar com a mulher, umas 8 da noite. Imagine, passei o dia inteiro sem saber onde iria dormir. Hotel até era uma opção, mas como a maioridade aqui é 19 anos e eu tenho 18, não poderia. PARA MINHA SORTE, a mulher deixou, e eu fui feliz da vida.

Morram de inveja: meu quarto na casa nova parece de hotel! Tenho cama de casal, tv a cabo, telefone, varanda…e na sala tem uma televisão gigaaaante! Sem contar na banheira que posso usar para tomar banho! A senhora é super legal, não reclama de horários e nem faz a gente de empregado, haha!! Ah, e tem um suiço que mora aqui também…ele tem quase 2 metros de altura, tem 27 anos ( com cara de 21) e é metido. Mas dane-se, hahaha!

Resumo da semana: dormi em três casas diferentes, passei um dia sem saber onde iria passar a noite, tive o melhor show da minha vida, passei de nível e me estabilizei na casa nova. Foi uma semana mega conturbada, mas no fim, valeu a pena!

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Eu odeio a globalização

Fevereiro 9, 2008

Eu sei, esse título é um tanto estranho, ainda mais para uma pessoa que diz, com toda certeza, que quer ser jornalista. Mas enfim, o lugar em que quero chegar é: a globalização tira toda a graça de se morar fora. E eu digo porque.

Eu tô no Canada, mas se eu quiser saber alguma coisa que está acontecendo no Brasil, eu vou saber.

Morro de saudades do meu cachorro. E, nesse 1 mês de Vancouver, já o vi algumas vezes, e posso vê-lo a hora que eu quiser (tá, tem que ser num horário em que minha mãe esteja em casa, para ligar a webcam, mas mesmo assim…)

Eu ando com o computador nas costas! Isso explica muita coisa. E ah, eu me nego a comprar um Ipod Touch. Por que? Simples: qual a graça de ter um negócio no seu bolso que pode te proporcionar contato com o mundo? Eu não acho isso legal, sinceramente. E ah, eu vi uma menina que tem, e fica entrando no orkut a cada 5 minutos. Inclusive em horários de almoço, aula, e ah, ela deve usá-lo no banheiro também, né?

Eu sempre achei que, morando fora, eu teria acesso a coisas exclusivas, que quem está no Brasil não tem. Hm, podemos contar nos dedos quais são esses acessos:

* show do Mika (!!!)

* estréias do cinema – eu vi 27 Dresses e Juno antes de estreiar lá, e adorei! Ah, falando em Juno, ele foi gravado na cidade em que moro, Burnaby! E tem uma parte que aparece o Metrotown, aquele shopping que já é minha segunda casa.

* E só. =/

Antes de vir, eu ficava feliz só de pensar que aqui eu poderia comprar todas as revistas gringas que eu lia, pelo preço original delas, e ainda conheceria váárias outras, que ninguém no Brasil tem acesso. Tá, se alguém descobrir uma, me fala, please? Eu continuo lendo as mesmas de antes, e ainda penso: “tem gente no Brasil lendo a mesma que eu. Que vantagem eu tenho?” haha.

Agora, enquanto escrevo esse post, estou ouvindo rádio. Com a diferença que aqui não toca NX Zero, as músicas são as mesmas. Ah, tem mais uma diferença: aqui toca MIKA no rádio, e isso é legal! :)   Mas ãh, voltando à proposta desse post…as músicas que fazem sucesso aqui são as mesmas que fazem no Brasil. So boring… =/  EU QUERO NOVIDADEEES!

A coisa boa daqui, é que eu ando sem celular. Até pensei em comprar um quando cheguei, mas ah, aí pensei: “celular é uma bomba presa nas pessoas. Deixa eu ficar livre dela por um tempo, né?” Só é foda quando você marca um horário com alguém, por algum motivo não consegue chegar, e a pessoa fica esperando que nem tonta enquanto você vai pra casa porque sabe que não vai chegar a tempo…

Aguarde para breve: porque alguns canadenses me decepcionaram.

p.s. – geente! eu tô adorando a viagem! sério! fez um mês que estou aqui, e está melhor do que nunca! esse post foi uma revolta contra um tópico da globalização só! (até porque, odiar a globalização seria sério demais, né!) haha…não me interpretem como desanimada nem nada! :)

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Festa de “Carnaval” em Vancouver

Fevereiro 5, 2008

 

Quinta-feira passada, dia 31, tivemos uma festa de carnaval lá na VEC, escola em que estudo. Antes de vir pro Canada, eu já estava esperando este grande dia, porque a tal festa foi divulgada pra caramba nos orkuts da vida. Pois bem, ele chegou. Fui pra aula toda vestida à caráter: camiseta, cachecol e bandeira do Brasil. E detalhe: na noite anterior, avisei meu hostfather que não iria jantar em casa no dia da festa, porque ia comemorar carnaval e tal, e sabem o que ele me perguntou? Se eu ia de tapa-sexo! :O

A grande maioria da população aqui de Vancouver é de asiáticos. Seja que imigraram mesmo, ou da galera que vem aprender inglês aqui. Então imagina só, a festa era do Brasil, mas os mais interessados no tal “samba” eram os koreanos e japoneses. Os caras deliravam só de ouvirem essa palavra! Hahaa! É, pensando bem, a festa foi toda para os gringos, porque a brasileirada que estava lá não curtiu muito, não. As dançarinas, meu d’us do céu! Eram de qualquer país, menos Brasil! Hahaha! Como que colocam umas gringas pra sambar? E pior que pareciam estar vestidas para dançar a dança do ventre! :O hahaa!

Teve show de capoeira também, olha só (reparem nos gritos da koreana Rose, assustada com os passos! hahaa):

Mas o mais legal desse dia, mesmo, foi a festa de despedida que tivemos durante a aula. Era a última do Mike, nosso (agora ex) teacher. A galera levou salgadinhos, bolachas, refrigerante, pipoca, e eu comandei o som! uhuu!

Agora, as festas acabaram. Mas por outro lado…TEM SHOW DO MIKA SEMANA QUE VEM!! AAAAI, VAI SER DEMAIS! Ah, e nem contei, vou no show do Matchbox Twenty com participação da Alanis Morissette, dia 9 de março. E o melhor, tem Mamma Mia em abril!! AHHHHHHHHHHHHHHHH! :D

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Nevasca em Vancouver! =O

Janeiro 31, 2008

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A previsão era de neve, mas ninguém imaginava que ia cair tanta! Hoje quando acordei para ir à escola, abri a janela e vi tudo branquinho. Achei lindo, e como todo mundo diz que quando neva não faz muito frio, tirei meu casacão impermeável, separei o tênis, e fui em frente. Aqui no Canadá as pessoas não têm o costume de andar de sapato pela casa, então só posso calça-lo na porta (no lado de dentro, lógico). Porém, minha hostmother é muuito chata em relação a barulho. Então, preferi sair de casa, e colocar o tênis lá. Pra quê, né? Quando coloquei os pés fora e vi aquela “montanha” de neve atolada, era tarde demais. Já tinha fechado a porta, e para abri-la, seria um mega trampo até achar a chave (que eu guardo ‘meeega guardada’, pra não perder) e ainda correria o risco de fazer barulho e acordar a velha. A saída, então, era encarar aquela nevasca de frente, e seguir o caminho. Depois de mais de 20 minutos para chegar ao ponto de ônibus (o que normalmente eu faço em 8), chego lá e vejo umas sete pessoas, todas encolidas embaixo da “casinha”. Não dava para sentar, pois os bancos estavam cobertos de neve, então o jeito era esperar, morrendo de frio. Eu achava que estava esperando o ônibus, mas olha só, uns 15 min depois, o motorista passa e diz que o 116 (número do que eu pego) não iria funcionar hoje. Que legal, hã? Eu não sabia o que fazer. Se descia a ladeira e voltava pra cama, ou se praticava um “ski” para chegar ao Metrotown (shopping onde está a estação) e pegar o trem. Escolhi a segunda opção, já que a wireless da minha casa não está funcionando, e eu estava com o notebook na mochila.

Nossa, que decisão besta a minha, juro! Durante o caminho, além da concentração para nao levar um tombo, eu só conseguia pensar em uma coisa: “O que eu estou fazendo aqui, meu D’us do céuu??” Foi horrível! Meu tênis já estava todo enxarcado, e com ele, minhas calças. Minha bolsa estava pesada (também: fichário, caderno, notebook, bateria, livro, e mais um monte de tranqueiras), meu casaco não era impermeável, e eu estava sem gorro ou qualquer coisa na cabeça. Ou seja: não era para estar ali meeeesmo. Mas ok, eu estava.

Cheguei no Skytrain. A estação parecia Estação da Sé, em São Paulo, em horário de pico. E todo mundo se empurrando para conseguir entrar no trem. E lembrando: minha mochila estava pesada, e eu, toda molhada. Óbvio que queria entrar no vagão também, então decidi deixar de lado toda a educação que mamãe me deu, e empurrar o povo também. E assim, consegui entrar. Para chegar em Downtown, faço sete paradas, mais ou menos. Em dia normal, sempre é muito tranqüilo: pego o Metro (aquele jornal de graça) e leio em pé ou sentada (quando consigo sentar, claro). Mas hoje foi terrível. Se eu sentei, foi quase no colo de uma mulher, quando a porta abriu e o povo saiu desesperadamente do vagão. Deprimente. Mas foram só 15 minutos, ainda bem.

Cheguei ao centro de Vancouver, e mais uma surpresa: estava nevando lá também! E ah, detalhe: é muito raro nevar em downtown, só nas cidades próximas, como Burnaby, onde moro. Nossa, eu definitivamente não precisava de mais neve. Mas ah, fazer o quê, né!? Até chegar na escola, ando umas 3 quadras, mas com o cuidado para não cair, hoje foi como se eu tivesse andando umas 5! E ah, sem parada no Starbucks, como faço sempre antes da aula.

A VEC (minha escola) estava estranha. Muito menos gente que o normal, as pessoas cansadas já às 9 horas da manhã, e ah, para minha surpresa, minha professora faltou. Quando abro o notebook e entro no msn, meus colegas, a maioria online, pergunta como eu consegui chegar à escola, e que eles não iam de jeito nenhum, já que não havia ônibus. “Legal, ninguém vem”, eu pensei. E o pior: essas pessoas nem iam levar falta, já que a neve sempre é uma desculpa válida, e hoje a coisa estava fora do normal.

Moral da história: eu poderia ter ficado em casa, dormindo. Mas não, a valente Luiza Terpins precisa combater a neve… =/

Para fazer valer essa história – e esse post -, eu fiz alguns vídeos (acho que gostei disso!). Assim dá para ter uma idéia de como foi hoje, e de como é Vancouver.

E assim, inicia-se a série “Passeando com Luiza” hehehehe.

Para começar, eu saindo de casa e vendo a neve que estava lá fora:

Eu em downtown (centro de Vancouver), indo pegar o Skytrain, para voltar para casa:

Eu no Skytrain, indo pra Burnaby:

Eu no Skytrain, chegando no Metrotown:

Por hoje é só. Ah, quem passar por aqui, deixa um comentário, poxa! :)

Fui.

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Arroz e feijããoo! Só faltou o guaraná… =/

Janeiro 28, 2008

Eu não tenho direito a almoço aqui na minha casa. Ou seja, mesmo com chuva, frio e neve, eu TENHO que sair de casa para almoçar nos finais de semana. Tudo bem, se não fosse o detalhe de que as sextas-feiras, meus hostparents saem para jantar fora, e isso significa a comida do dia anterior pra gente esquentar. Até ai tudo bem, mas acontece que a gorda que mora aqui em casa me chamou para jantar as 6 horas da tarde! DA TARDE! Lógico que eu não comi, e lógico que eu acordei morrendo de fome no sábado.

O dia estava feio, frio e minha barriga, roncando. Aqui é tipo Estados Unidos: fast food o dia todo, e eu já não agüento mais. Como algumas pessoas sabem, esses dias eu venho sofrendo de abstinência de arroz, feijão e guaraná. Me dá dor no coração, saber que já deixei muito no prato, aí no Brasil. É, nessas horas faz falta. Ops, ou melhor, fazia! Sim, eu comi arroz e feijão sábado! Foi assim: eu saí sem rumo para Downtown. Minha barriga gritando em todas as línguas que queria comer, e meu cérebro se negando a aceitar um Mc Donalds ou Burguer King da vida. E foi aí que surgiu a idéia de ir no Samba, restaurante brasileiro de Vancouver. Para achá-lo foi um parto, ainda mais quando você está desesperada por comida, e, quando achei, parecia uma menina de rua, que nunca viu um prato cheio na vida. Juro, eu fiz uma passagem relâmpago pelo lugar.  E detalhe: cheguei e pedi lugar para 1 pessoa. Que looser…haha! Comi dois pratões de arroz, feijão e picanha em 20 minutos, e saí de lá a pessoa mais feliz do mundo.

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Depois, com a barriga me levando, fui ao cinema, e assisti 27 Dresses. O filme é bem legal, típica comédia americana, mas com história bonitinha. É sobre uma mulher obcecada por casamentos, que já foi madrinha de 27, e assim, guarda 27 vestidos diferentes. Recomendo!

Hoje, domingão, nevou pra caraaaaamba! Não fiz nada demais, só fui almoçar no shopping, e depois dei umas voltas por downtown. Ah! Fiz um vídeo enquanto caminhava para chegar ao ponto de ônibus! Olha aí:

Fui!

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Domingão lindooooooo!

Janeiro 21, 2008

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Sempre que eu pensava em viagem, eu pensava em uma pessoa andando pelo país desconhecido sozinha. Sei lá, eu acho isso tãão “aventura”, hehe, e sempre quis fazer. Pois bem, tô em Vancouver já há 2 semanas, e até agora não tinha feito isso (talvez por causa da depressão passageira que me visitou), mas hoje eu fiz! Não foi proposital, mas sim por um certo desencontro (nessas horas a gente sente falta de um celular, viu…). Eu ia encontrar o Yuri na Waterfront as 2 da tarde, mas eis que o ônibus dele não chegou e no horario marcado eu estava la, sem saber o que fazer. Como hoje o dia estava MARAVILHOSO, eu resolvi dar uma volta, e conheci o Canada Place, um lugar liiindo, com uma vista perfeita da cidade. Tirei 500 mil fotos, fiquei andando por la ouvindo musica, olhando as pessoas (os koreanos, na maioria), peguei o trem e voltei pra casa. Porem no caminho, vi um campo de futebol repleto de neve. Desci la entao, e fiquei caminhando. É incrivel como os cachorros daqui me amam! Todos que me vêem na rua, correm pra brincar comigo. E la nesse campo eu encontrei 2, e ficamos brincando um pouquinho hehe. Tirei mais algumas fotos, e – agora sim- peguei o trem de volta pra casa. Como sempre, dei uma paradinha no shopping pra comprar saquinhos plasticos, tipo ziploc, pra guardar meu lanche, e la peguei o onibus. Estava congelaaaando de frio! Nem sentia mais minhas orelhas, e enquanto esperava no ponto, ficava dando pulinhos pra ver se me aquecia..brrrr!

Agora no jantar, derrubei toda a agua da jarra na mesa. E na hora de colocar os pratos na maquina de lavar, alguns escorregaram (nao chegaram a cair e nem quebraram) e fizeram um barulhão. E o bom da historia? As koreanas que moram aqui em casa eh que levaram a culpa. HAHAHA! Eu pedi desculpas, mas a hostmother acha que foi uma delas que fez todo esse estrago. Bom, eu avisei que fui eu, mas….(eh incrivel como os koreanos sofrem preconceito aqui!).

Amanha comeco outro nivel de ingles na escola. Fiz a prova sexta feira, e passei com 84% ! :D

Fui!

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Ate que enfim, um dia de SOOOOL!

Janeiro 16, 2008

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Ai, como eh bom acordar com um dia bonito la foraa! :D

Hoje, bem como estava previsto, fez uma manha liiiinda! Tirei essas fotos quando estava chegando na escola!

fui!